24 setembro 2008

Fotografia



Sebastião Salgado
“Como ele fotografa”




Capturar imagens pautadas no estilo de Sebastião Salgado é uma experiência bastante gratificante, mas gostaria de tirar fotografias diferentes das que foram feitas pelo fotografo há muito tempo, por todo mundo e especialmente no Brasil de muitas caras.
Peguei a minha câmera amadora, destinada mais para fazer fotos familiares, após é claro, ter lido sobre o fotografo Sebastião Salgado na internet e ter ouvido a professora de fotojornalismo, Letícia S. Jesus, falar sobre o fotografo. Fui a campo, pelas ruas da cidade que moro e trabalho (Santa Rita do Araguaia-GO); triste constatação: a cidade hoje, no ano de 2008, está cheia de possibilidades de se fazer fotos de acordo com as de Sebastião Salgado, percebi que pouco mudou no cenário nacional ou quase nada.
O artista fotográfico em questão, sempre entornou sobre a sociedade mundial milhões de palavras na forma de imagens em muitas exposições. Cenas dramáticas dos diferentes mundos sociais sobre as populações pobres da América Latina, Ásia e África. Sua maquina fotográfica trás a tona o silencioso sofrimento de multidões de sem nomes, que clamam por justiça.
Quando realizei a minha foto me senti num exercício de antropologia, isso porque antes de fazer a foto, fiz um contato como a pessoa fotografada, claro que não foi como recomenda Sebastião Salgado. Para ele, seu trabalho nasce desses contatos. "A fotografia não é feita pelo fotógrafo", declara numa das raras vezes em que fala sobre o seu trabalho. "A foto sai melhor ou pior de acordo com a relação entre o fotógrafo e a pessoa que fotografa.”. O meu contato foi curto, deixo a desejar eu sei, mas já com ele pode sentir como é essa experiência.
Salgado aborda em suas fotografias, por intermédio da metáfora visual, o que considera representar o drama humano essencial da história (tornando visível o invisível) ao enfatizar a singularidade do indivíduo nas suas imagens, Salgado também sublima sua universalidade. "Somos todos um povo (provavelmente um só homem)."
Salgado, com suas imagens intensas, agarra pelo colarinho a consciência de seu público. O fotojornalista, na maioria de seus trabalhos, faz a captura de imagens no preto e branco, enfatizava assim uma dualidade entre luz e da escuridão, sempre denunciando e destacando questões sociais, além de trazerem um o testemunho da dignidade fundamental de toda a humanidade, ao mesmo tempo, fazem o mesmo contra a violação dessa dignidade por meio da guerra, pobreza e outras injustiças.
A imagem que capturei vem de encontro com essa função de retratar a a pobreza, consequentimente a desigualade social e velhice. O senhor que aparece em minha fotografia, recebe o nome de Abel, naturalmente meu leitor está se pergutando, mas Abel de que? Essa é uma missão impossível até mesmo para ele, porque aos 69 anos ele não tem ainda um documento que comprove sua existência.
O Sr. Abel é de carne e osso, mas não existe legalmente. “até hoje não consegui aposenta, nunca tive um dicumento, vivo dos braços. Tentei mais não tenho paciência não, trabaiei muito e não valeu de nada; espero só o dia de descasar, mais num tô com pressa não, diz Abel bem humorado. Gargalhadas de quem sorrir para não chorar, imagem que podemos construir de apenas um, dos muitos “Abeus” que existem no Brasil em pleno século XXI.






16 setembro 2008

Vozes da multidão


Vozes da multidão

“o povo vem pra cima e agente acha que vai estourar a barricada, dá uma medo e vontade de correr”. Rodrigo Guimarães - segurança de palco.


Horas antes do show os fãs começam a chegar e ocupar o espaço em frente ao palco montado próximo ás margens do rio Araguaia. Uma multidão de gente aguarda a chegada dos artistas da festa. “Depois de comprar todos os CDs e ouvir todas as músicas vou viver a emoção de vê-los cantarem ao vivo”. Diz Bruna Cristina, estudante, 23. Ansiosa para ver a entrada de Gino e Geno no palco. Chegou três horas antes com as colegas vindas de Santa Rita para não perder um lugar bem próximo da dupla.
A multidão era composta por pessoas de todos os jeitos. Alguns se encostavam num cantinho tímidos para aguardarem o inicio da festa. Outros mais extrovertidos queriam ficar bem próximos ao palco. Traziam caixas de cerveja para não perder tempo, nem o lugar. Que neste caso custava caro - Os vendedores ambulantes cobravam o dobro do preço nas bebidas servidas no meio do povo.
Na escada que dá acesso ao palco, vez ou outra aparece alguém querendo subir, insistindo. Lá embaixo, o público ansioso. Assiste concentrado. Alguns gritam, levantam as mãos. Dançam e alguns ficam inertes como se não quisessem perder um segundo do momento raro.
Segundos os organizadores do Festival Náutico haviam na sexta-feira (5), mais ou menos quinze mil pessoas. Entre elas estava a aposentada Francisca Ferreira Gouveia, 75. Não habituada a este tipo de evento reclama da aglomeração de pessoas em sua volta e do empurra, empurra durante o tempo de espera. “Esse show teria que ser realizado às três horas da tarde porque à noite não enxergo nada.”, reclamou preocupada em não conseguir ver Gino e Geno.
A dupla sertaneja pisa no palco e começa a onda humana. É neste momento que começa a apreensão do segurança de palco Rodrigo Guimarães, 25. Relata que ao ver a multidão forçar a barreira “o povo vem pra cima e a gente acha que vai estourar a barricada, dá uma medo e vontade de correr”.
As muitas vozes da multidão se convertem num só coro e cada um do seu jeito faz a festa no Festival que de Náutico só tem o nome.

repórteres: Adelim Batista e Gutemberg Bezerra

15 setembro 2008

Tudo 'cagado'





Figuras de barro dos jogadores do Barcelona, entre eles, Messi, Ronaldinho, Henry, Eto'o, Puyol, e até do técnico Rijkaard são conhecidos como "cagões". Os bonecos são vendidos no mercado de natal de Santa Lúcia, no centro de Barcelona. Para os catalães, os moldes nas vésperas do natal trazem fertilidade a terra, prosperidade e sorte no ano novo.
site:universodabola.com.br

17 agosto 2008

"O PÚBLICO QUE SE DANE"








“O PÚBLICO QUE SE DANE”
  1. frase dita em um momento de pura ignorância
  2. primeiro passo para o surgimento da assessoria de imprensa
  3. breve histórico da assessoria de imprensa



William Henry Vanderbilt (caricatura)





A frase do título, proferida por William Henry Vanderbilt, em 1882 quando foi criticado e cobrado pela péssima qualidade dos serviços oferecidos por suas ferrovias nos Estados Unidos entrou para a história como um exemplo a não ser seguido por empresas que lidam com os interesses públicos e seus usuários. Por essa razão, em 1906 o norte-americano Ivy Lee passou a oferecer serviços inéditos, como informações empresariais autorizadas pelas próprias empresas com a intenção de atingir a opinião pública. Com o passar do tempo, Lee pode aprimorar na prática seus conceitos sobre imagem institucional – relações públicas – e divulgação – assessoria de imprensa. Ele tornou realizável a aceitação pública de seus assessorados por meio do trabalho de relacionamento com a mídia.

Lee se preocupava bastante
comas políticas selvagens e
segregacionistas do mundo
dos negócios,e pretendia hu-
manizar as relações entreas
empresas e o povo. Enquanto
jornalista, Lee já abordava
toda essa polêmica, e defendia
idéias de como as instituições
deveriam relacionar-se com
o público.
Durante a Primeira Guerra Mundial o trabalho de relações públicas fez-se útil para fomentar o patriotismo e arrecadar dinheiro para a assistência social.
Quando da quebra da Bolsa de Valores de Nova York, os governantes e empresários perceberam a necessidade dar respostas mais aprimoradas e de se posicionarem em relação às perdas sofridas, pois o público assim o exigia.
Já na Segunda Guerra Mundial, a assessoria de imprensa voltou-se a atender aos interesses da propaganda fascista e nazista.
Monique Augras, pesquisadora norte-americana, relata que em 1936 seis em cada grupo de 300 empresas tinham serviços de relações públicas e assessoria de imprensa, sendo que esse número chegou a alcançar quase 100% a partir dos anos 70.
As primeiras experiências do uso da prática de assessoria de imprensa e relações públicas no Brasil ocorreram no início do século XX, por iniciativa do Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio no governo de Nilo Peçanha (1909-1910). No período de ditadura houve uma subdivisão: havia os jornalistas de redação que trabalhavam a serviço do leitor e os jornalistas assessores de imprensa que queriam manter os privilégios de parcelas da sociedade; embora houvesse profissionais que fizessem ambos os trabalhos.
Só em 1967, Nilo Luchetti fundou o ABERJE, que contribuiu para a profissionalização da comunicação no país e que não cessou de crescer com os anos.
A Volkswagen por sua vez foi a primeira empresa privada a convidar jornalistas param montar e coordenar seu Departamento de Imprensa e nascia ali uma estratégia para cativar e fidelizar seu público consumidor.
Com a redemocratização e as eleições diretas para presidente da República do Brasil, em 1989, bem como a abertura de fronteiras comerciais e instalação de multinacionais aumentando os problemas de qualidade e de oferta de serviços, a intensificação de políticas de relacionamento e da mudança de cultura na gestão do bem público e as privatizações são fatores que provocam importantes mudanças no mercado, cria-se então, a Lei de Defesa do Consumidor, onde este deixou de reclamar e passou a procurar mais a imprensa, os órgãos de defesa e o Poder Judiciário para protestar e pedir providências.
Do livro ASSESSORIA DE IMPRENSA, de Maristela Mafei

14 agosto 2008

O por Quê?

Um blog voltado para divulgação e socialização de trabalhos do mundo acadêmico. Também informações diversas.